O que é

O n8n é uma ferramenta de automação de fluxos de trabalho: conecta aplicativos e APIs para
automatizar tarefas. No GW Server ele roda em Docker, instalável pelo menu Aplicações.

Formulário de instalação do n8n: domínio, versão, fuso horário, SMTP e SSL

Requisitos

O n8n exige no mínimo 2 GB de RAM: exigência da própria aplicação, não do painel. Em servidor
de 512 MB ou 1 GB, o painel não permite a instalação (o n8n entra em crash-loop com pouca
memória). Ver Pré-requisitos.

Ele também come disco: alguns GB por instalação. O mínimo faz a instalação passar, mas em produção
deixe folga de memória e de espaço.

Escolhendo a versão: latest ou stable

No Docker Hub o n8n publica várias tags. A latest é literalmente a última que saiu, que pode ter
horas de vida. A recomendação aqui é a stable.

Você não precisa procurar o número no Docker Hub: no formulário de instalação, o botão
Mostrar versão busca a estável atual e fixa aquele número.

Fixar a versão é o ponto. Se o contêiner ficasse apontado para uma tag móvel, ele mudaria de
versão sozinho no próximo reinício — sem você pedir, e talvez no pior momento. Com o número
travado, a atualização passa a ser uma decisão sua (ver
Gerenciando uma aplicação).

SMTP

O n8n precisa de SMTP para o próprio funcionamento da conta: convite, recuperação de senha e
desativação de usuário. Na instalação você escolhe entre usar o SMTP global do painel (o
caminho simples, se ele já está configurado) ou informar credenciais próprias.

Ver E-mail e SMTP do painel.

Uma URL só para o painel e para os webhooks

Muita instalação de n8n por aí usa dois endereços: um para o editor e outro para os webhooks.
Aqui é um só. O mesmo subdomínio atende o painel e os webhooks, com o nginx na frente como
proxy reverso.

A diferença aparece só no caminho: o n8n troca webhook-test por webhook quando você passa o
fluxo para produção. O subdomínio não muda.

Duas razões práticas para essa escolha:

  • Segurança. Uma URL só é muito mais fácil de proteger. As regras de fail2ban ficariam bem mais
    complexas — e mais frágeis — tendo que cobrir dois endereços.
  • Desempenho. Essa configuração sustentou mais tráfego e mais webhooks do que instalações em
    servidores três vezes maiores com o arranjo tradicional.

Migrando um n8n para cá? Use como domínio da instalação o mesmo que hoje atende os seus
webhooks. Assim os fluxos que já apontam para ele continuam funcionando, sem você mexer em
integração nenhuma.

A licença Community Edition

Passo rápido que muita gente pula: o n8n oferece uma licença gratuita para instalações próprias,
que libera recursos a mais.

  1. No n8n, vá em Settings → Usage and plan.
  2. Peça a Community Edition.
  3. Confira o e-mail e clique no link de ativação.

A licença chega por e-mail e ativa na hora. Como é um programa do próprio n8n, o que ela libera
pode mudar com o tempo.

Configuração e limites

O n8n tem limites de recurso ajustáveis (CPU e limites dos runners) pelas variáveis de ambiente e
pelo modo de reconfiguração. Isso protege o servidor de um fluxo pesado consumir tudo.

Você edita a configuração e as variáveis pela tela de gestão da aplicação (ver
Gerenciando uma aplicação). Há uma jail de fail2ban específica para o
webhook do n8n, que já vem ativa e bloqueia os bots que varrem a URL em busca de .env e de
segredos de aplicação.

Em servidores pequenos, dê ao n8n memória suficiente (o piso do serviço principal precisa de
folga). Pouca RAM leva a reinícios (502).

Redis para os fluxos

O painel sobe um contêiner Redis compartilhado (gws-redis-apps) na primeira instalação de n8n
do servidor. Ele não é o cache interno do painel: é um Redis para os seus workflows usarem,
disponível na aba Redis da tela de gestão — só para n8n, e só para quem administra (uma sessão
de cliente não vê essa aba).

Esse Redis é um só por servidor, compartilhado por todas as instâncias de n8n instaladas nele.
Se o contêiner ainda não existir (nenhum n8n instalado antes), reinstalar o n8n pela aba
Atualizar o cria automaticamente.

Credenciais

A aba mostra tudo pronto para colar no node Redis do editor:

Campo Valor
Host gws-redis-apps
Port 6379
Database 0
Password gerada por servidor (copiável na tela)
SSL desligado
  1. No editor do n8n, adicione o node Redis ao workflow.
  2. Em Create New Credential, preencha Host, Port, Database e Password com os valores da aba.
  3. Salve — a credencial fica disponível para todos os workflows dessa instância.

Key prefix: obrigatório na prática

Como o Redis é compartilhado entre instâncias, a aba sugere um key prefix (formato
n8n_seudominio_com:). Use-o sempre no início de toda chave que você gravar — é o que evita uma
instalação sobrescrever ou ler a chave de outra.

O Redis compartilhado usa política de despejo allkeys-lru com persistência AOF: quando a memória
enche, chaves antigas são descartadas automaticamente. Não guarde aqui dado que não pode se
perder
— estado de transação, por exemplo. Para isso, use o banco do próprio n8n.

Usos comuns nos workflows

  • Histórico de agente de IA: Push para acrescentar mensagens numa lista (fila FIFO), Get
    (tipo List) para recuperar o histórico completo.
  • Cache de resposta de API: Set com TTL em segundos, depois Get antes de chamar a API
    externa — pula a chamada se já tiver a resposta.
  • Contador / rate limiting: Increment para contar requisições por usuário; um node IF
    decide o que fazer ao passar do limite.
  • Estado entre execuções: salvar o último ID processado de uma fonte externa, para continuar de
    onde parou na próxima execução do workflow.

Veja também


Em vídeo: Aula 26 · Instalação do n8n a partir de 00:00 · Aula 27 · Gestão do n8n · Aula 29 · Criando uma instância no Evolution GO · Aula 32 · Um exemplo real: Typebot, n8n e Evolution GO juntos